Texto pessoAU

Sinto sua falta, e tua presença
Lembro de você em toda casa,
Mas agora você é um anjinho
Que inventou de criar asa.

Lembro que você era um lord
Desses que quem vê se engraça,
Que amava qualquer pessoa no mundo
Entregava lambida de graça.

Eu não entendo como alguém tão pequeno
Do amor foi tão grande professor
Pra nós que ficamos aqui,
Você não imagina a dor.

Te vi nascer e andar
Todos os ursinhos pegar,
Todo o tipo de ração comer.

E vi você depois de velhinho
Não reclamar nem chorar
Deixando a vida acontecer.

Longe de mim te prender aqui
E não deixar a vida agir naturalmente
Mas é que dói não sentir
A sua patinha presente.

Olavo Tobias, rapaz,
Você vai deixar tanta saudade.
Pois essa escritora tanto te amou
E vai te amar pela eternidade.

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Atualidade.

A vida é complicada
O ser humano surpreende
Dá dois passos pra trás
A cada passo pra frente.

O futuro é complicado
De desenrolar na nossa mente.
Quando já não sabemos
A quantas anda o nosso presente.

Há uma guerra de pensamentos,
A ideologia é munição
Se segue batendo cabeça
E afastando o coração.

De nada adianta o ego
E o lattes tão extenso quanto o mundo
Se, ao encontrar o outro
Não o enxerga o mais profundo.

A rotina que me inspira,
É a mesma que faz suspirar
De cansaço e esperança
De que as coisas vão mudar.

Portanto, não me custa nada
Rezando para Aquele que acredito,
Pedir pelo rumo do mundo
Que caminha bambo, ao infinito.

A oração da semana.

Que o Senhor nos guarde,

Ilumine e esteja a guiar.

Os sete dias desta semana

Que acabou de se iniciar.

 

Que, munidos de força e amor,

Sejamos focados naquilo que importa.

E esqueçamos as janelas fechadas

Fiquemos atentos a aberta porta.

 

Que seja uma boa semana,

Tanto pra você quanto pra mim.

Cheia de muitas bençãos,

Sorrisos que não têm previsão de fim.IMG_4095

Re-descoberta da semana.

“Nesse nosso desbravar
Emanemo-nos amor
Até quando suceder
De silenciar
O que nos trouxe até aqui”.

Sejamos chão, fé e calma

Linhas tortas de quem se constrói

Sejamos todos os nossos silêncios,

Que procuram costurar a alma.

 

Sejamos empatia e afeto

O acaso que se acode,

As palavras de simpatia

Que no coração vão direto.

 

Sejamos os suspiros apaixonados,

Os sorrisos de estar entre querer bem.

Os defeitos de estarmos certos,

As qualidades de estarmos errados.

 

Entender que não somos tudo,

Mas também somos muito

Somos construtores da nossa história,

De um significado bem pronfundo.

Nunca nos achemos pouco,

Nós importamos sim, pro mundo ❤ 🙂

Redescobrindo atos

 

 

Cotidiano.

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Você  acorda, toma café

Pede que o dia seja o que Deus quiser

Toma então, o meio de transporte

Ele te carrega, e você carrega fé.

 

Daí  come, anda, fala, respira

Intervalo, produção, percepção;

Muitas informações sendo digeridas,

Estômago, cabeça e coração.

 

Retorno pra casa, entre o ofício e o ócio

Entre tanto cansaço, e tanta gratidão

Seu lugar, seu corpo e sua cabeça

Necessitam de organização.

 

Depois de tudo, um descanso

E aí que para pra pensar

Nas pequenas delicadezas

Que lhe estão a atravessar.

 

O dia é um conjunto de coisas

Que poderiam muito bem não dar certo,

Mas – não por acaso – as coisas acontecem

Para seguir o seu caminho, tão liberto.

 

Cara eu mesma:

Às vezes a gente se esforça

Para caber no molde alheio.

Sai correndo em busca de si,

Se perde no próprio devaneio.

 

Às vezes, a gente se esforça

E tenta andar outros caminhos

Esquece que, nessa estrada

Nós nunca estamos sozinhos.

Quem nos protege não dorme,

E ajuda com nossos espinhos.

 

Às vezes, a gente se esforça

Até se esgotar de verdade

Fazendo o que nos é tão próprio:

Achar nossa identidade.

Se andamos com o sapato alheio,

Do caminho perdemos metade.

Cara eu mesma

A sua poesia.

Moça,
Recupera a poesia que tinha
Recupera o olhar de esperança.
Sei que na mulher que se esforça
Há a menina que dança.

Que horas você abre esse coração
E entende que a vida é um eterno ensinar?
Ninguém nasce sabendo viver,
E pede a Deus para ensinar.

Quanto tempo levo para perceber
Que o que falta pra ti, menina
É viver?

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Girassol

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Venho crescendo
E tentando achar meu lugar.
Venho crescendo
Entendendo o motivo de estar aqui
E procurando mostrar.

Eu “tô” crescendo
Virando a soma do que fui
E serei
Dos livros que eu li,
Dos filmes que verei.

Vim, mas não pra fazer brincadeira
Mas pra fazer diferença
Venho entendendo
E é cada vez maior a minha crença de que

Eu “tô” crescendo
Virando a soma do que eu fui
E serei
A quem quiser saber,
Sou bem orgulhosa
Da mulher que venho me esforçando pra ser.

(Você – que tá lendo isso – também deve ser, não deixe que lhe digam que não 🙂 )

E esse papel?

E esse papel - I

Eu estava pensando: gosto de escrever. Escrever mesmo, pegar papel e caneta e anotar as ideias, tenho uma mania um pouco careta com relação a isso, pois minhas ideias saem todas de cadernos, de agendas, de folhas soltas. Eu preciso nem que seja de um rascunho pra me dar um norte do que eu vou falar no blog, nos artigos da faculdade, na carta do meu namorado ou na vida.

Estes dias, isso tem me causado uma certa inquietude no sentido de que eu não sei até que ponto nós deixamos de usar letras de forma para usar letras formatadas. Não que o digital seja ruim, pelo contrário! Há muito mais de um ano escrevo em um site e não tem nada que eu goste mais, ainda que não saiba o que falar às vezes.

Deixa eu ver se consigo me fazer entender: ao mesmo tempo que gosto do jeito que tudo fica ajeitadinho aqui no computador, com a formatação correta e um bom layout, gosto de escrever diários, cartas e imaginar a reação do outro – ou mesmo a minha – ao deparar com elas. Perceber a evolução do teor do conteúdo e da curva da letrinha e gostar do caderno com linhas tanto quanto gosta do pdf baixado. É isso. Esse equilíbrio bambo entre a escrita à moda antiga, e o que anda em alta no mundo online por aí.

Esse texto é um desabafo do que foi essa última semana, de muita digitação e escrita. De dados coletados e vividos, eu precisei escrever pra ter dimensão do que me aconteceu; minha inquietude é pedir que fique entre nós, eu, o papel e a tela para a qual estou digitando.

os dias de hoje.

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O mundo anda rápido,

Pessoas têm o pé no acelerador

Informações são jogadas

Com ares de corredor.

 

É preciso escrever e falar,

Alimentar o ego

Produzir e pensar

E agora, que me nego?

 

Temos que parar

Planejar, se esforçar e chegar.

Aonde não temos nem ideia,

De chegando, como continuar.

 

E diante disso, os artistas:

Desprovidos de toda noção,

Retratam para o mundo inteiro

O que lhes arrebata o coração.

Provando que arte é sim,

Um fôlego novo; é inspiração.